Por Orna Ben Dor

Traduzindo: Andrea Faria do Amaral

Na sua ação, as forças luciféricas convidam influências arimânicas que agem de fora e não de dentro – elas atuam através de tudo o que é apresentado como forças exteriores. Assim, Árimã é aquele que ascende através de Lúcifer, e nós – humanos – estamos profundamente envolvidos no conflito entre essas duas entidades.”

Steiner, Manifestação do Carma, Aula 7

Lúcifer é o sedutor também conhecido como a serpente do Éden. O seu objetivo é manter o Ser Humano no mundo do Espírito e desligá-lo da existência material e, portanto, também da sua própria evolução. Lúcifer consegue isso através da promessa de felicidade, luz, sabedoria e ausência de sofrimento.

Árimã é a entidade que se apropriou da inteligência cósmica que era destinada ao ser humano, mas a negou do calor do coração do Ser Humano. O seu objetivo é distanciar o Ser Humano do mundo espiritual, transformando-o numa entidade material, mecânica, que esqueceu as suas raízes divinas. Árimã tenta o ser humano  com a vida eterna na terra, seduzindo-o a prolongar seu corpo físico a qualquer custo. Ao contrário de Lúcifer, que seduz o ser humano através do princípio do prazer,  Árimã promete controle e poder.

Qual é o conflito cósmico? Como os seres humanos devem lidar com isso? Como a história tratou isso? Como ele se expressa no Ser Humano e na Terra, tanto em termos físicos como espirituais? Além disso, tentaremos responder à questão mais importante de todas: Podemos libertar-nos do conflito? Lúcifer e Árimã podem ser libertados? Finalmente, o próprio conflito pode ser libertado? Tentarei responder a estas questões enfatizando a importância do conflito como uma entidade independente que ocorre tanto no palco da Terra como no Ser Humano.

O ser humano é a “arena de luta” onde estas contradições ocorrem. O conflito será traçado em todos os níveis da existência humana – do físico ao espiritual – revelando que o conflito em si, e não a sua solução, constitui a redenção.

A Terra é a quarta materialização da nossa existência. Foi precedida pela Antiga Lua, pelo Antigo Sol e pelo Antigo Saturno. Cada um dos dois primeiros planetas – o Antigo Saturno e o Antigo Sol – tinha uma qualidade dominante. A Lua era um planeta de transição – um planeta de metamorfoses que era desprovido de conflito interno dentro das entidades emergentes.

Você deve pensar em tudo o que pode ser percebido pelos sentidos; você deve até pensar em seu próprio mundo interior, na medida em que este consiste no funcionamento desejado da mente. Além disso, você deve pensar longe de tudo o que existe no mundo, de todos os conceitos que você tem dentro de você. Assim, você deve remover do mundo externo tudo o que os sentidos podem perceber, e do mundo interno todo o funcionamento da mente, todas as concepções. E agora, se você deseja formar uma idéia daquela disposição de alma que um homem deve ter se ele realmente mantém o pensamento de que tudo foi tirado e só o homem permanece, não podemos dizer outra coisa senão que ele deve aprender a sentir pavor e medo do vazio infinito que se abre ao nosso redor. Ele deve ser capaz de sentir, por assim dizer, o seu ambiente tingido e saturado com aquilo que inspira pavor e medo onde quer que ele se vire, e ao mesmo tempo ele deve ser capaz de superar esse medo pela firmeza e certeza interiores.”

Steiner, Evolução no Aspecto das Realidades.

O Sol representa luz, vida e beleza, que também estão relacionadas ao elemento Luciférico. Saturno representa escuridão e falta de vida, ou seja, a morte relacionada ao elemento Arimânico.

“Os Querubins realmente percebem espiritualmente o que está acontecendo agora na evolução do Sol, mas renunciam a todos os frutos dessa percepção; eles renunciam aos sentimentos produzidos por essas imagens cheias de sabedoria que ali surgem; eles permitem que estes fluam para a consciência onírica dos Filhos da Vida como visões magníficas e mágicas. Esses Filhos da Vida, por sua vez, transferem as imagens de suas visões para o corpo etérico humano, permitindo-lhe assim alcançar estágios cada vez mais elevados de evolução” [1].

Enquanto Saturno e o Sol representam uma essência constante e completa – o primeiro representa a morte, a escuridão e o medo, enquanto o outro representa a vida, a beleza e a fantasia, a essência da Terra é o conflito. A Terra representa um conflito entre opostos binários – vida e morte, espírito e matéria, Logos e Eros, homem e mulher, etc. O ser humano, no seu próprio ser, incorpora opostos, na alma e no espírito, e estes coexistem em harmonia, sem se anularem.

O conflito na história humana

A história da humanidade está repleta de numerosos conflitos que terminaram com a aniquilação de um dos lados. No nível macro, os impérios conquistaram outros impérios e os destruíram. Quando indivíduos sofrem conflitos, tentam vencer exterminando o seu oponente – matando-o literal ou figurativamente, ou demonstrando superioridade moral (ou de outro tipo).

Os conflitos que terminam com a vitória de um lado são muitas vezes o resultado da incapacidade de um dos lados em conflito de contê-lo. A incapacidade de acolher o conflito depende dos impulsos que chegam ao Ser Humano através de Lúcifer e Árimã. Lúcifer tenta o homem com felicidade e luz infinita, e torna redundante o desenvolvimento através do sofrimento. Árimã, por outro lado, defende o controle sobre o outro e a morte dos resistentes. Tanto Lúcifer quanto Árimã agem contra o conflito, uma vez que ambos vêm de planetas livres de conflito.

Os diferentes elementos do conflito dentro do corpo humano – O conflito entre sangue e nervos

Em sua obra “Estudo Geral do Homem“ Steiner apresenta um fluxograma de dois tipos de processos contraditórios que acontecem em três dimensões – física, mental e espiritual.

O primeiro desses processos é referido por Steiner como “processo do sangue” e inclui a circulação sanguínea (física), imaginação, fantasia, simpatia (mental), vontade e Lúcifer (espiritual).

O segundo processo é chamado de “processo nervoso” e inclui o sistema nervoso (físico), percepção, memória, antipatia e discriminação (mental) e Árimã (espiritual).

Tudo o que pertence à alma se expressa e se revela no corpo, de modo que por um lado encontramos revelado no corpo o que se expressa na antipatia, na memória e no conceito. Tudo isso está ligado aos nervos da organização corporal. Enquanto o sistema nervoso está sendo formado no corpo, tudo o que pertence à vida pré-natal atua ali. A vida pré-natal da alma atua no corpo humano através da antipatia, da memória e do conceito, e assim cria os nervos. Este é o verdadeiro conceito de nervos. Da mesma forma, em certo sentido, a atividade da vontade, da simpatia, da formação de imagens e da imaginação funciona no ser humano. Isto está vinculado à condição da semente; nunca poderá realmente chegar a ser concluído, mas deverá perecer no momento em que surgir; tem que permanecer como uma semente, e a semente não deve evoluir muito. Assim, deve perecer no momento em que surge. Aqui chegamos a um fato muito importante sobre o ser humano. Você deve aprender a compreender o homem inteiro, espírito, alma e corpo. Ora, no homem há algo em constante formação que sempre tem a tendência de se tornar espiritual. Mas porque devido ao nosso grande amor, ainda que egoísta, queremos mantê-lo firme no corpo, ele nunca poderá se tornar espiritual; ele se perde em sua natureza corporal. Temos algo dentro de nós que é material, mas que está sempre querendo deixar sua condição material e se tornar espiritual. Não deixamos que ele se torne espiritual e, portanto, o destruímos no exato momento em que ele se esforça para se tornar espiritual – refiro-me ao sangue, o oposto dos nervos”. [2]

O conflito na alma humana

Duas forças atuam na alma humana – simpatia e antipatia. A simpatia é a força de atração, enquanto a antipatia é o poder de repulsão. É importante ressaltar que Steiner não atribui um valor emocional ou moral a esses poderes e os trata como poderes de atração e repulsão, assim como as forças magnéticas.

Existe um certo paralelismo entre os processos físicos e emocionais. A simpatia excessiva expressa-se no aumento da vitalidade física, transformando o indivíduo num místico ou num teósofo que se afunda em sonhos e “flutua”. Essa vitalidade excessiva é semelhante à febre, infecções no aparelho respiratório, pneumonia e extrema energia física.

A antipatia se expressa em processos de solidificação, como a calcificação, que são paralelos a um pensamento lenhoso, ou seja, a tendência a se tornar inflexível, pedante, seco e teimoso.

Ambas as tendências são necessárias para manter a vida humana. Seria impossível compreender qualquer assunto sem a energia da imaginação. Da mesma forma, não podemos alcançar a ordem no nosso mundo sem algum pedantismo e sem alcançar um equilíbrio e uma atitude adequada em relação ao mundo.

 

O conflito no espírito humano

No espírito humano, o conflito é expresso entre

  1. a vontade do homem de estar ligado ao espírito, esquecendo-se de que é uma entidade do espírito que deve passar pela matéria e integrá-la, e
  2. uma identificação plena com a identidade material.

O processo de solidificação e calcificação contém um aspecto essencial, invisível e supra-sensual que pode ser discernido pelo olho treinado. Este aspecto é Árimã. As forças arimânicas esforçam-se constantemente para nos transformar num cadáver seco. Se elas fossem as únicas em ação, nós calcificaríamos, enrugaríamos e estagnaríamos. Estaríamos acordados o tempo todo e não conseguiríamos adormecer. As forças contraditórias de vitalidade, suavização, imaginação e fantasia são luciféricas em essência. Precisamos delas para não nos transformarmos em cadáveres. No entanto, se fossem as únicas a trabalhar, continuaríamos crianças. O tratamento arimânico de outra pessoa como um objeto permite a destruição dessa pessoa, ou seja, a sua transformação num “cadáver”.

O tempo como fator evolutivo

Do ponto de vista evolutivo, Lúcifer e Árimã controlam o Homem até os 33 anos, quando então aparece o Eu Superior.

Na biografia humana, a idade de 33 anos é chamada de “Idade da Inversão”. Até essa idade, o Ser Humano deveria materializar-se numa entidade terrena e realizar-se na ‘matéria’: estudar, encontrar um companheiro para a vida, ter filhos, desenvolver uma carreira, estabelecer um lar, etc. Aos 33 anos a primeira semente é semeada para a identificação do Ser Humano com a sua identidade espiritual, abrindo gradualmente espaço à questão da autorrealização e da missão na vida.

A evolução da Terra, bem como do indivíduo, dependem do cumprimento de tarefas num determinado período de tempo. Estas tarefas devem ser realizadas antes do desaparecimento da Terra ou do Ser Humano.

Se no elemento mental – simpatia e antipatia – o tempo não funciona como força aceleradora o Ser Humano pode continuar a mover-se entre os dois a qualquer momento. É o desenvolvimento espiritual do Homem que lhe permite incorporar ambas as forças. Este desenvolvimento espiritual é, portanto, a capacidade de manter os dois opostos ao mesmo tempo.

As contradições dentro da alma persistem durante um longo período de tempo, durante todo um setênio. A primeira parte destes setênios é marcada por simpatia, entusiasmo e iniciativa; sua segunda parte é marcada por antipatia, alienação e dificuldade para finalizar tarefas. A transição entre os dois ocorre a cada três anos e meio (aproximadamente).

Contudo, oposições espirituais, vigília durante o dia e insônia durante a noite ocorrem todos os dias e todas as noites.

Quanto menor for o período de tempo necessário para a transição entre os dois, maior será o nível espiritual do campo em que ocorre o conflito, aproximando-se de um estado de simultaneidade em que o Tempo se transforma em Espaço.

A transformação do tempo em espaço no Ser Humano exprime-se pela capacidade de conter o conflito e as suas contradições sem escolher um dos lados e aniquilar o seu oposto.

Esta capacidade exige uma certa contenção do sofrimento silencioso do Ser Humano – portador do conflito e do campo de batalha entre oposições. Esta dualidade contrasta fortemente com a tendência Luciférica de evitar o sofrimento a qualquer custo e com a tendência Arimânica de controlar o outro ou exterminá-lo.

É assim que o tempo se transforma em espaço à medida que nos tornamos independentes do tempo e o transcendemos para alcançar as Hierarquias Superiores.

Lúcifer e Árimã na alma humana

Até o século 15, Lúcifer governou a evolução humana. Do século XV até o presente, a influência de Árimã aumentou. O Jardim do Éden bíblico representa a transição de Lúcifer (a cobra) para  Árimã. Se no Jardim do Éden Deus providenciou todas as necessidades do Ser Humano, a queda exigiu a intervenção humana na criação à medida que o Ser Humano começou a trabalhar o solo. Este estado caracteriza a transição das sociedades caçadoras para assentamentos permanentes, em que o Ser Humano interferiu nos processos naturais de crescimento e, portanto, também na criação. É a transição de Abel para Caim.

Árimã e Lúcifer estão constantemente em conflito dentro da alma humana, mas também lutam contra Seres Superiores. O objetivo de Árimã é transformar o Homem em uma criatura de inteligência fria, que não cria coisas novas, como ele mesmo. Lúcifer, por outro lado, quer desvincular o Homem do desenvolvimento da Terra e transformá-lo em espírito.

O papel do Arimânico dentro de nós é manter a homeostase necessária para uma vida de serenidade e paz. Esta tendência está relacionada com o elemento etérico do mundo vegetal. Ahriman atua dentro do Reino Etérico – o da vida. O pensamento resulta de uma metamorfose no Reino Etérico. Ao contrário do pensamento vivo, característico da “corrente principal” das Hierarquias Superiores, o pensamento de Árimã é frio e lógico – morto. Seu objetivo é governar o homem acalmando sua consciência e penetrando em sua inconsciência.

Devido à necessidade de homeostase do Ser Humano, ele recusa-se a experimentar os conflitos que ocorrem dentro dele, e a sua tendência instintivo-automática é projetá-los no seu entorno. Uma etapa essencial do desenvolvimento humano é a disponibilidade para incorporar esses conflitos, sem tentar livrar-se deles, sensibilizando-o para eles.

Quando vivemos o conflito e temos consciência dele, criamos a espiritualidade da Terra. A projeção de conflitos gera situações difíceis – na política, entre as pessoas e na natureza (terremotos, tsunamis, etc.).

O conflito físico

O famoso físico Isaac Newton descobriu o conflito entre as forças que movem uma massa e os poderes de resistência dentro dessa massa. Cada corpo que tentamos mover, mesmo que colocado sobre rodas para evitar atrito – resistirá ao movimento. Newton chamou isso de inércia da matéria. A inércia resiste à mudança. Existe, portanto, um conflito entre as forças que apoiam o movimento e aquelas que lhe resistem, ou seja, a inércia. A matéria está “dividida” entre essas duas forças.

Da mesma forma, a alma é dilacerada em estados de conflito. As forças evolutivas, as Hierarquias Superiores, aspiram nos levar rumo ao Mundo do Espírito e, de fato, rumo ao fim da vida. Por outro lado, Árimã procura conduzir-nos à vida eterna, enquanto Lúcifer tenta romper o vínculo entre o Homem e a Terra. O conflito entre Árimã e Lúcifer, ou entre Árimã e Lúcifer, por um lado, e as Hierarquias Superiores, por outro, dilacera a alma e produz sofrimento e dor. Em outras palavras, o sofrimento humano decorre da luta duradoura entre estas duas forças. O medo da morte nos ‘destrói’ e nos mantém na nossa zona de conforto.

Quando estudamos a morte humana, da qual falamos muitas vezes, podemos descobrir nela uma espécie de contrapeso às forças luciféricas. A morte, como vocês sabem, não é um fenômeno isolado; começamos a morrer no momento em que nascemos, os impulsos da morte estão presentes em nós desde o início e eventualmente se manifestam na morte real. Esses impulsos dentro de nós fornecem um contrapeso às forças luciféricas, pois é a morte que nos leva para fora da temporalidade para o reino duradouro.”

R.Steiner, Relação do Mal entre Seres Arimânicos e Luciféricos, p. 91.

Cada vez que sofremos, algo dentro de nós relacionado à homeostase, morre. O sofrimento humano e o avanço em direção à morte são expressos em nossas dificuldades – velhice, dificuldades econômicas, problemas familiares, questões de classe, doença, etc. A morte está relacionada à Primeira e Segunda Hierarquias, que nos avançam para o Mundo do Espírito.

A compreensão do Conflito e a vontade de mantê-lo dentro de nós contribuem para a nossa redenção e para a salvação da Terra. As forças contraditórias (Lúcifer e Árimã) também têm um papel positivo, pois nos permitem vivenciar o conflito dentro de nós.

Nosso desenvolvimento espiritual deve passar pela nossa capacidade de conter conflitos. Neste sentido, os nossos amigos e familiares desempenham um papel central. Se nos tratam mal, experimentamos emoções negativas, que, por sua vez, despertam resistência e um forte desejo de projetar o conflito nos outros. A redenção reside na capacidade de conter o conflito e aceitar emoções negativas com a sua qualidade letal Arimânica, sem projetá-las no mensageiro carmático que nos confrontou com o conflito.

Um exemplo encontrado nas fontes bíblicas é a exigência de Deus de que contenhamos o conflito dentro de nós e o controlemos. Ele diz a Caim: “E o seu desejo é para você, mas você deve governá-lo” (Gênesis 4, 7).

O ciúme que Caim tinha de Abel era tão insuportável que ele procurou livrar-se do irmão. Em outras palavras, a incapacidade de Caim de conter suas emoções o levou ao assassinato. O astral é a emoção, enquanto a capacidade de conter a emoção é realizada pelo ‘Eu’. No caso do exemplo bíblico, o pecado é astral enquanto o “governo sobre ele” é realizado pelo ‘Eu’. Ao contrário de Saturno e do Sol, o desenvolvimento da Terra é uma síntese de oposições e a capacidade do “Eu” de contê-las simultaneamente.

Conclusão

A nossa era ainda está contaminada pela natureza livre de conflitos dos Planetas anteriores, e o nosso desenvolvimento depende da resistência ao que restou deles, ou seja, da resistência à influência de Lúcifer e Árimã. Sempre que queremos “aniquilar” os nossos semelhantes, sejam eles judeus, árabes, religiosos, seculares, etc., rejeitamos o conflito e o projetamos para fora. O desenvolvimento e a redenção da Terra dependem da nossa capacidade de conter o conflito dentro de nós, assumir a responsabilidade por ele e não projetá-lo nos outros.

Tal como a autenticidade da independência da morte em Antigo Saturno, tal como o eram a luz e a vida no Antigo Sol, o conflito deve tornar-se uma Entidade independente que se coloca entre os humanos, permitindo-lhes desenvolver-se espiritualmente.

Se assim for, a tarefa do Ser Humano é proteger o “inimigo”, o seu semelhante com quem está em conflito, e não aniquilar esse inimigo. É esse conflito e suposto inimigo que nos permite ascender às Hierarquias Superiores. Portanto, o próprio conflito é a fonte do desenvolvimento e da redenção – a nossa, bem como a da Terra.

________________________________________________________________________________________________________________

[1] – Veja mais em: http://wn.rsarchive.org/Books/GA013/English/AP1972/GA013_c04-04.html#sthash.VLanY3oJ.dpuf

[2] Veja mais em: http://wn.rsarchive.org/Lectures/GA293/English/RSP1966/19190822a01.html#sthash.biEPQ3fe.dpuf

print